Para comemorar Dia Mundial da Criança, Skaf passa a estudantes comando da Fiesp

Iniciativa do Unicef celebra também o aniversário da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança

 

Em sua primeira visita à avenida Paulista, as estudantes Kailany Oliveira e Andressa Santos Monteiro receberam de Paulo Skaf o comando da Fiesp, do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP e do IRS, dos quais é presidente. “Vou tirar um pouco esta carga toda que está nas minhas costas e passar para Andressa e Kailany”, disse Skaf, que também deu os parabéns a Kailany, que fez aniversário no dia anterior. A transmissão simbólica ocorreu durante reunião do Conselho Estratégico da Fiesp.

A iniciativa integrou as comemorações promovidas pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) para o aniversário da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e o Dia Mundial da Criança (20 de novembro). Meninas e meninos “assumiram o comando” na política, nos negócios, no mundo do esporte e entretenimento para chamar atenção para os desafios vividos e as oportunidades sonhadas na sua cidade, especialmente as crianças mais vulneráveis e excluídas. “A convenção é muito importante para as crianças do mundo todo, e para nós é muito significativo recebê-las aqui”, afirmou Skaf ao dar as boas-vindas.

 

Andressa e Kailaly no encontro na Fiesp (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

 

Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, chamou de muito especial o espaço aberto por Skaf para participar da comemoração e possibilitar o intercâmbio entre adolescentes e tomadores de decisões. “Sabemos do papel importante que os senhores têm no desenvolvimento sustentável.” Florence destacou que o melhor investimento possível é na infância. Há retorno econômico. O Brasil avançou, disse, mais na primeira infância e muito menos na adolescência. Assusta, afirmou, o número de assassinatos de adolescentes, que coloca o Brasil em primeiro lugar no mundo em termos absolutos e sétimo em termos relativos. A educação tem papel importante para ajudar a mudar o panorama, disse. Tomadores de decisão, como os membros da Fiesp – alguns dos quais apoiam o Unicef – podem influenciar na mudança, ressaltou.

“Aqui temos uma preocupação muito grande com a fase da adolescência, mas também com a pré-infância”, disse Skaf, citando números do Sesi-SP e Senai-SP, que também preside. “A indústria de São Paulo investe fortemente na educação”, afirmou. Skaf destacou o papel dos gestores na educação, que defendeu que é preciso dar o exemplo e fazer. “Somos parceiros em tudo que for possível”, disse a Florence. “Pode contar conosco.”

Reunião do Conselho Superior Estratégico da Fiesp, assumido pelas estudantes Andressa Santos Monteiro e Kailany Oliveira. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“Dar atenção aos jovens”

Elas não deixaram nenhum detalhe passar despercebido. Curiosas, quiseram saber tudo sobre cada setor da Fiesp que conhecerem na manhã desta quarta-feira (22/11), quando assumiram o “comando” da instituição. Kailany Oliveira e Andressa Santos Monteiro, de 15 e 14 anos, respectivamente, foram escolhidas pelo Unicef, na capital paulista, para celebrar o Dia Mundial da Criança (comemorado em 20 de novembro), assumindo cargos em órgãos públicos e privados ao longo da semana. Além da visita à federação das indústrias, está previsto um encontro com o prefeito de São Paulo, João Doria, entre outras atividades.

As meninas foram selecionadas para a iniciativa entre os jovens atendidos pelo serviço de proteção básica da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) de São Paulo, por meio de convênio com a Obra Social Dom Bosco, que fica em Itaquera, na zona leste. Ambas estudam em escolas públicas.

“Não conhecia a avenida Paulista, nem a Fiesp”, contou Andressa. “Mas sempre quis estar aqui”. Escolhida para o projeto, entre outros motivos por ter “perfil de liderança”, ela disse saber que a federação das indústrias é uma entidade que “agrega muita coisa”.

Skaf passa a presidência para as estudantes Kailany e Andressa (Foto: Ayrton Vignola/Fiesp)

 

Também visitando a Paulista pela primeira vez, Kailany se sente uma “privilegiada” pela oportunidade. “Amei tudo.”

O Teatro do Sesi-SP e seus bastidores foram um dos pontos altos do passeio. “Adorei os camarins e os equipamentos, seria o máximo ter esse elevador que dá no palco para usar numa peça que estamos ensaiando na escola”, disse ela.

Convidadas a participar da reunião do Conselho Superior Estratégico da Fiesp, elas já sabiam o que iam dizer para os empresários. “É preciso dar atenção aos jovens”, disse Kailany. “No futuro, nós vamos assumir os cargos nas empresas”. Na reunião,

Para Andressa, não há tempo a perder. “É muito importante olhar para os jovens”, afirmou. “Espero mudar essa ideia (medo de ouvir adolescentes). Adolescente não fala só bobagem.” E “muitos são artistas”, à espera de oportunidade, disse Kailany. “Temos muito a oferecer” em criatividade, afirmou Andressa em relação aos adolescentes. “Precisam de oportunidade”, reforçou.

Kailany disse que ela e Andressa falavam em nome de 3 milhões de adolescentes. Criticou a sobrecarga de trabalho dos professores. Kailany disse que não deveria existir a diferença na qualidade da educação. “Deveria ser igual para todos. Por que não pode ser agora?”, perguntou Andressa. Essa disparidade leva até a que alunos da rede estadual desistam de tentar prosseguir nos estudos, disse Kailany.

Andressa destacou a necessidade de mudar o cenário na saúde. Disse que se sente invisível em algumas consultas, porque os médicos falam com os pais, não com ela.

Ambas ressaltaram a preocupação com a definição do futuro. “Até ontem estava pensando no presente do dia das crianças, agora tenho que escolher o que vou fazer para o resto da vida”, disse Andressa.

Ela fez uma provocação aos empresários do Conselho: “ que sua empresa pode oferecer para as crianças e adolescentes hoje?”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luíza e membro do Conselho Superior Estratégico da Fiesp, respondeu. Disse que as empresas podem rever o programa de jovem aprendiz, para que ele dê mais oportunidades e promova talentos. Outra proposta sua envolve o exemplo dado pela indústria com o Sesi-SP e o Senai-SP. “A Fiesp tem que encabeçar um projeto de educação como o feito pela indústria. Nossa obrigação é levar isso para a escola pública.”

Na reunião, padre Rosalvino, da Fundação Dom Bosco, ressaltou o apoio dado por Skaf a iniciativas de sua entidade. “Graças ao trabalho de pessoas” como o presidente da Fiesp, Itaquera mudou.

 

Isabela Barros e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

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